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EXUS- GUARDIÕES DA MEIA NOITE***

Os Exus
Guardiões da meia-noite

Primeiramente, temos a considerar que a palavra EXU é de origem Yorubana. Entre os vários significados encontramos um que define a sua atuação: esfera, ou seja, que está em toda parte.

Para os sacerdotes de antanho do continente negro, era uma entidade primitiva. Misteriosa, cuidadosamente tratada e invocada em momentos difíceis para a solução imediatas de problemas cruciantes da comunidade.

Na verdade, é um espírito elemental, comprovado mais tarde como espírito dos elementos muito citado na literatura ocultista.

Os sacerdotes africanos trabalhavam intimamente com esse agente sobrenatural, capaz de operar fatos milagrosos, embora não dispense, a colaboração de amas (eguns) dos antepassados.

Produzir, porém, chuva, ventos, incêndios, fertilidade no solo e outros fenômenos, mesmo em proporção mínima era trabalho específico, que só acontecia através da conjuração do EXU, mensageiro natural dos Orixás.

Não eram poucas as necessidades, situações extremas em que o feiticeiro da tribo, respeitável autoridade religiosa de agrupamentos, o convocava através de rezas, esconjuros, cânticos, gestual mimético, sempre referendado por um feitiço adrede preparado.

Tudo, enfim, se destinava a controlar as forças invisíveis e serviçais da natureza, como por exemplo desviar o vento (Ar) para outra direção, a fim de afastar pragas, seja de moléstias, seja de insetos daninhos que ameaçavam assolar o vilarejo; debelar incêndios (Fogo) acidentais que punham em risco as palhoças e roçados, dominando-os até a sua extinção; invocar aos céus a chuva (Água) em favor da comunidade sedenta, aflita que logo respirava aliviada com a chegada do aguaceiro benigno; vitalizar o solo (Terra), embora em pequena extensão, para que houvesse plantio básico de subsistência para a aldeia triste e esfaimada.

Os sacerdotes da velha África, companheiros do dia-a-dia de sua gente, eram, acima de tudo, servidores dos Orixás e de um Senhor, que era dono do céu (Orun) e do destino: Olodumarê ou Olórun.

Na medida de suas possibilidades simplistas, aflavam de perto aos ouvidos dos Orixás através dos elementais (Exu) em favor do agrupamento sofrido dos habitantes nativos e intrépidos das tórridas terras de Cam.

Com a vinda dos negros escravos para o Brasil. Pouquíssimos sacerdotes desse quilate chegaram. Raros ainda os aprenderam com aqueles o processo de comunicação com o elemental, então conhecido pelo nome de Exu.

A tradição do conhecimento oral e da prática perdeu-se quase por completo no transcorrer desses quinhentos anos de sujeição econômico-político-religiosa neste nosso país que se diz cristão e democrático.

Hoje, contam-se nos dedos da mão esquerda pais-de-santo que se valham do recurso da magia para trabalhos, seja no Candomblé, seja na Umbanda. Prevalece, quando muito, o contato mediúnico com entidades do Plano Astral.

Raríssimos magos, pouquíssimos médiuns, muitos embusteiros anímicos e mal-intencionados, que labora, em prol da clientela aflita e infeliz.

Cabe, portanto, aos verdadeiros religiosos dessas áreas minorar, orientar e, se possível, solucionar os desvios de conduta do ego problemático.

Os Sete Focos dos Exus

Exu, na Umbanda, é nome símbolo de um organismo sedado no Plano Astral brasileiro e conhecido por “Organização dos Sete Focos”, constituído de quase um milhão de participantes que tomam o nome de Exu, além de outro tanto de “quiumbas” classificadas que nada mais são do que estagiários, aspirantes a uma credenciação oficial na temida Instituição legionária executiva que respalda o trabalho da religião de umbanda, sempre ameaçada pelos astuciosos poderes das Igrejas Católica e Evangélicas, cujos mentores, com raras e honrosas exceções, são realmente cristãos.

A ação dos exus – no que lhes compete – é conhecer com firmeza a feitiçaria, a maldade, perseguições no físico e no astral, ameaças, abusos de poder e todo lixo emocional, enfim que reina na sociedade contemporânea; sociedade esta colegiada “normalmente” pela ambição desmedida, pela competição e pelo desregramento oriundos de uma má formação familiar.

O Exu na Umbanda é parte do poder moderador utilizado pelos Pretos-velhos, Caboclos e Boiadeiros em prol dos mais fracos e oprimidos, que não se confunda Exu com “quiumbas desclassificadas”, instrumentos cegos de outras religiões, infelizes desencarnados que fomentam dissabores entre criaturas desavisadas e pouco vigilantes.

Observações:

a) Milhares de Exus (pingas-fogo, Lodo, Caveirinha, Tranca-Tudo, Sete-caminhos, Farrapo, Tranca-gira etc) estão agregados aos vários Focos da Organização Legionária nos postos de 3ª e 2ª Categoria. Quando são promovidos para a 1ª Categoria, perdem o cognome antigo e automaticamente passam a usar o nome-símbolo do Foco onde prestam serviços. Exceção à regra: as Pomba-giras.
b) Quiumbas classificadas: após muitos anos de estágio, são elevadas à 3ª Categoria. Dependendo das suas habilidades, conhecimentos, eficiência no cumprimento das missões, conquistarão postos superiores.
c) Os Templos de Umbanda são servidos por Exus de 3ª Categoria, por quiumbas classificadas e mui raramente por Exus de 2ª Categoria. Os Exus de 1ª Categoria não trabalham em Terreiros.
d) Existem milhares de lacunas no quadro funcional da Organização dos Sete Focos por falta de mão-de-obra confiável. O critério de promoção é rigoroso e acontece de 21 em 21 anos.
e) Quiumbas desclassificadas: Toxicômanos, pedófilos, autores de crimes hediondos, usurpadores de economias alheias pertencentes a velhos ou crianças de asilos, quando desencarnados essas criaturas não têm acesso à Organização.
f) Em 1990, pela primeira vez na listagem de promoções, as mulheres alcançam o cargo de Lugar-tenente na Organização dos Sete Focos. Até então, elas só chegavam até a 1ª Categoria. Foram apenas sete, uma em cada foco.
g) Homens e mulheres desencarnados que desejam trabalhar para a Organização dos Sete Focos nos planos astral e físico tornam-se legionários perdendo os nomes de batismo. Adotam daí por diante, nomes incomuns ou grotescos; mas podem também usar um dos nomes-símbolos dos titulares dos Focos.


Relação médium-guia: nada característico.

Força da natureza: trata-se de alma desencarnada, o exu está limitado a sua natureza egóica.

Expressão: astúcia, esperteza, sagacidade, malicia, obediência hierárquica, impassibilidade.

Data comemorativa: sempre nas primeira sessão do ano que se inicia; durante o mês de junho ou a escolha do exu-chefe-da-casa de cada Templo.

Composição: os exus integram um organismo implantado no plano astral conhecido pelo nome de Organização dos Sete Focos. Cada Templo de Umbanda tem como guardião um exu-chefe, sempre de 3ª e raramente de 2ª Categoria, auxiliado por outros e várias “quiumbas classificadas”.

Hierarquia: prestam obediência direta ao Exu-da-casa em comando que, por sua vez, obedece ao Guia-chefe do Templo onde está acantonado. Fora daí, seguem a hierarquia da sua Legião ou Foco. Quando as quiumbas, são mão-de-obra submissa ao Exu-chefe-da-casa, que se dividem em “qualificadas” e “desclassificadas”.

Saudação: “Exu é mojubá! Exu é mojubá! Exu é mojubá!” Do Yorubá: móju (viver à noite), bá (armar emboscada): “Exu gosta de viver à noite, sempre capaz de armar emboscadas”, para os inimigos, naturalmente. Também se usa: “Laroiyê Exu! Laroiyê Exu! Laroiyê Exu!” Do Yorubá: “Saudação amiga a Exu”. Outras formas de saudar Exu ou Pomba-giras são: “Boa noite, compadre!”, “Boa noite, Comadre!”.

Símbolos: são sete, de acordo com os Focos.

Pontos cantados: Existem aproximadamente trezentos pontos cantados para Exus e Pomba-giras.

Pontos riscados: Os milhares de pontos que são riscados nos Terreiros por médiuns incorporados com exus e pomba-giras são produtos de imitação e cópias de livros, sem fundamento esotérico. Existem apenas sete emblemas, próprios de cada Foco.

Se os médiuns consultarem seus próprios exus, de forma rigorosa, descobrirão esta verdade e mudarão de atitude, passando a riscar o ponto de seu exu relacionado ao Foco a que pertence ou deixando que o Exu, quando incorporando, risque seu “sinete” dentro da simbologia correta.

Indumentária: nada especifico, podendo dar preferência ao traje preto e vermelho, com capa, chapéu coco, cartola. As mulheres usam chalés e gostam de roupas brilhantes e vistosas.

Local preferido: diretamente no chão, no barro, em cima de esteiras quando no Terreiro. Nas encruzilhadas sempre à noite.
Cor: preto e vermelho em homenagem aos Orixás Omolu e Ogun respectivamente.

Cor das guias: contas pretas e vermelhas intercaladas de três em três ou de sete em sete.

Ervas utilizadas: eis algumas ervas utilizadas nos amacis das contas dos fiéis, para compor “engambelos” na forma de sumo ou adornos: amendoeira, bananeira, bardana, pimenta da costa, urtiga, urtiga-fogo, urtiga brava, caruru de espinho, comigo-ninguém-pode, cana-de-açúcar, tiririca, aveloz, jurubeba, mandacaru, pó-de-mico. Não se toma banho com folhas desses vegetais.

Flores: somente as Pombas-giras usam com gosto as rosas vermelhas e outras flores de tonalidades diversas e ealçantes.

Frutos: limão, cana, amêndoa, banana verde e outros frutos bem ácidos.

Mineral: usam com muito proveito o carvão vegetal e mineral, carbureto, enxofre. Em trabalhos de magia preferem ferro, chumbo e alumínio na forma de limalhas e também o mercúrio.

Planeta: possuem grande admiração pela Lua na sua fase crescente; daí estar ela presente nos sete símbolos e nos pontos riscados.

Dia da semana: segunda-feira.

Comidas secas: bifes de boi, farofa de dendê, farofa de mel (para a Pomba-gira); carne-seca em pedaços ou desfiada, com azeite de dendê, com ou sem pimenta, cebola, limão, gengibre em rodelas. Tomate em rodelas (para Pomba-gira), acaçá de milho.

Bebidas: aguardentes (marafo ou malafo), meladinha (mistura de mel, aguardente e limão), uísque, conhaque, suco de frutas doces. Para Pomba-gira são comuns anis, champanha, licores diversos.

Não nenhuma necessidade de o médium ingerir bebida, as mesmas são servidas em coités, copos, cálices etc e podem, portanto, ser aspiradas pelas entidades do Plano Astral.

OMULU.COM.BR

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3 comentários em “EXUS- GUARDIÕES DA MEIA NOITE***

  1. »ﻶﻉჱﻶﻉ»—«ﻶﻉჱﻶﻉ» DEDICO O MEU ULTIMO POST Á AMIGA JOÃO,QUE ENCERROU O ESPAÇO AMARTE POR MOTIVOSALHEIOS Á MINHA VONTADE E PELA QUAL EU NUTRIA UMA GRANDE AMIZADE E CARINHO…ACOMPANHOU- ME SEMPRE DURANTE ESTES ANOS ,NESTAS ANDANÇAS BLOGUISTAS.PARA ELA UM …ATÉ JÁ!Maravilhosa semanaBeijinhos da ……………………………(¯`°v°´¯)……………………………..(_.^._)Céu»ﻶﻉჱﻶﻉ»—«ﻶﻉჱﻶﻉ» POR MOTIVOS PROFISSIONAIS ESTAREITEMPORARIAMENTE AUSENTE!VOLTAREI!http://i40.tinypic.com/ju8xnp.jpg

  2. exus da meia noite eu quero sua proteção

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